A rede de urgência e emergência de São Bernardo do Campo expandiu o suporte a casos graves de cardiologia. Por meio da consolidação do Projeto Boas Práticas HCor (Hospital do Coração), todas as sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em funcionamento no município — três estão em processo de reforma — e o Pronto Atendimento (PA) Taboão passaram a contar com telediagnóstico cardiológico 24 horas por dia.
A tecnologia disponibiliza aos médicos plantonistas o laudo remoto emitido por cardiologistas do HCor para exames de eletrocardiograma (ECG). A iniciativa busca agilizar a identificação de infartos e síndromes coronarianas agudas, otimizando o encaminhamento dos pacientes para o Hospital de Clínicas de São Bernardo, unidade de referência no município para intervenções de alta complexidade.
Redução de tempo e métricas de atendimento
A integração dos novos aparelhos e a formação continuada das equipes médicas e de enfermagem resultaram em avanços operacionais no atendimento inicial:
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Tempo para ECG em suspeita de infarto: Queda de 89% no tempo médio entre a admissão e a realização do exame.
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Meta de protocolo internacional: Recomendação de realização em até 10 minutos após a chegada do paciente.
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Desempenho local: Unidades como a UPA Demarchi registram tempo médio de atendimento de 2 minutos para a triagem e execução do exame cardiilógico.
Segundo a Dra. Élida Fantini Junqueira, coordenadora médica do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência (DAHUE), a agilidade no diagnóstico reduz riscos na transferência de casos críticos:
“Se a gente tem um paciente grave, que vai precisar ser transferido para o Hospital de Clínicas, ele já chega lá com o laudo, a equipe já tem as informações no sistema, e esse atendimento é muito mais rápido.”
Integração com o sistema Fast Track
A qualificação cardiológica soma-se a outras medidas de reorganização de fluxo adotadas na rede municipal de pronto atendimento. O modelo Fast Track, implementado no fim de 2025 na UPA Alves Dias e estendido às demais unidades, reestruturou o atendimento de casos de menor gravidade (fichas azuis e verdes).
A metodologia, apresentada pela equipe médica de São Bernardo para representantes de UPAs de todo o país durante seminário técnico do HCor, reduziu o tempo médio de espera para consultas leves de 3 horas para cerca de 30 minutos na rede pública municipal.
Informações: PMSBC




