Entre janeiro e agosto de 2026, o Zoológico Municipal de São Bernardo do Campo (localizado no Parque Estoril) registrou o recebimento de 244 aves silvestres, o que representa um crescimento de 140% na demanda em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de chamados tende a se intensificar nos próximos meses com o início da chamada “temporada de filhotes”, período reprodutivo em que aumenta a ocorrência de aves jovens encontradas fora do ninho pela população.
Diante do fluxo crescente, a equipe técnica da Unidade de Conservação Animal do município reforça as diretrizes para que o primeiro atendimento prestado pelos munícipes ocorra de forma segura, evitando intervenções desnecessárias que possam comprometer a vida do animal ou impedir seu retorno à natureza.
Orientações Práticas: O Que Fazer ao Encontrar uma Ave em Risco
A orientação principal dos especialistas é observar antes de agir, garantindo que a ave realmente necessite de intervenção humana.
Canais de Acionamento e Telefones Úteis
Órgão Responsável |
Telefone de Emergência |
Escopo de Atendimento |
| GCM Ambiental de São Bernardo | 153 | Resgate e proteção de fauna em vias públicas e áreas urbanas de SBC |
| Polícia Militar Ambiental | 190 | Ocorrências de fauna silvestre e crimes ambientais |
| Corpo de Bombeiros | 193 / 188 | Resgate de animais em locais de difícil acesso ou risco iminente |
Processo de Triagem, Reabilitação e Destinação
Segundo o veterinário responsável pelo Zoológico, Marcelo Gomes, os animais que dão entrada no centro de triagem chegam em estado crítico, com a taxa de mortalidade em torno de 40% devido à gravidade das lesões e ao estresse do manejo inadequado antes da chegada ao hospital veterinário.
A bióloga Julia Furgeri explica que a equipe atende atualmente espécies como filhotes de bem-te-vi, quero-quero e tucanos. O processo de reabilitação e a destinação final variam conforme a idade e o quadro clínico:
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Soltura na Natureza (~30%): Devolução a fragmentos florestais próximos ao local original de resgate, prioritariamente para adultos reabilitados ou filhotes aptos à vida livre.
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Permanência no Zoo (~30%): Destinada aos espécimes que desenvolvem sequelas físicas ou comportamentais irreversíveis, impedindo a sobrevivência autônoma.
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Óbitos e Encaminhamentos (~40%): Casos graves decorrentes de atropelamentos, ataques de animais domésticos ou fiação elétrica.
Educação Ambiental e Conservação
Além do manejo clínico-hospitalar, a atuação da Unidade de Conservação Animal busca integrar a reabilitação ao trabalho de educação ambiental, conscientizando a sociedade sobre o impacto da expansão urbana na fauna nativa da Mata Atlântica presente no Grande ABC.
Informações: PMSBC





