Ação do governo Trump prevê treinamentos no Panamá, Colômbia e Honduras, além do uso de drones na região.
Os Estados Unidos iniciaram o envio de cerca de 600 militares do Exército para a América Latina, informou o jornal The New York Times. A mobilização integra a ampliação da ofensiva do governo de Donald Trump contra o tráfico de drogas e busca retomar a influência americana na região, baseando-se na retomada da Doutrina Monroe.
Os soldados realizarão treinamentos e exercícios conjuntos no Panamá, na Colômbia e em Honduras. O contingente também poderá apoiar forças de operações especiais que assessoram exércitos locais. Além do envio de tropas, o Pentágono transferiu drones MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador, e criou um departamento específico para supervisionar ações contra organizações criminosas.
A estratégia prevê expandir ataques a alvos em terra, ampliando operações como as do Comando Sul, que resultaram em 239 mortes em barcos no último ano. A medida gera preocupações sobre a soberania local e o risco a civis. Especialistas questionam a eficácia da militarização no combate ao narcotráfico. Procurado, o Pentágono não comentou os deslocamentos, mas reforçou o compromisso em cooperar com países aliados.
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