O cenário de crise energética global sofreu uma guinada nesta sexta-feira (17). O governo do Irã anunciou o desbloqueio total do Estreito de Ormuz, permitindo que navios-tanque e embarcações comerciais voltem a navegar livremente pela passagem que conecta o Golfo Pérsico ao mercado internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma, Truth Social, para celebrar o movimento. “O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu o republicano.
Impacto no Mercado
A reação dos investidores foi imediata. Os contratos futuros de petróleo registraram quedas acentuadas, refletindo o fim do prêmio de risco que mantinha os preços elevados desde o início da guerra em 28 de fevereiro. Em Nova York, os principais índices de ações dispararam com a perspectiva de redução nos custos de energia e logística.
O Status da Via
Considerada o “choke point” mais importante do mundo, por Ormuz passa quase um quinto de todo o petróleo e gás consumido globalmente. O estreito estava praticamente paralisado após tentativas de negociação falhas e o anúncio de bloqueios navais recíprocos entre americanos e iranianos.
A abertura coincide com o período de cessar-fogo de duas semanas negociado entre as potências. Embora a diplomacia iraniana condicione a abertura à duração da trégua, a declaração de Trump sugere que há um entendimento de longo prazo sendo discutido nos bastidores para evitar que a via volte a ser utilizada como instrumento de pressão militar.
Caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio naval aos portos do Irã, o regime iraniano considerará isso uma violação do cessar-fogo e fechará o Estreito de Ormuz, informou a agência de notícias estatal Fars nesta sexta-feira (17).
Citando uma “fonte bem informada próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional”, a Fars relatou que a reabertura do estreito “depende do cumprimento de certas condições e do cessar-fogo no Líbano”.








