Três mortes foram registradas no cruzeiro MV Hondius; passageira espanhola é a mais recente infectada
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, nesta terça-feira (12), que subiu para 11 o número de casos de hantavírus vinculados ao surto no navio MV Hondius.
Embora três mortes já tenham ocorrido, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, afirmou em coletiva que não há indícios de uma propagação em larga escala, ressaltando, contudo, que o cenário pode alterar-se devido ao longo período de incubação do vírus.
O 11º caso refere-se a uma passageira espanhola que, após ser evacuada da embarcação, testou positivo em Madri. Ela apresenta febre e dificuldades respiratórias, mas seu quadro clínico é considerado estável. Outros 13 espanhóis retirados do navio permanecem sob observação e, até o momento, apresentaram resultados negativos para a doença.
A maioria dos registros envolve a cepa Andes, variante rara que permite a transmissão entre humanos sob contato próximo. Geralmente, a infecção ocorre pelo contato com secreções de roedores. Como medida de segurança, a OMS recomenda quarentena de 42 dias aos evacuados.
Na Holanda, 12 profissionais de saúde foram isolados preventivamente após manipularem fluidos de um infectado sem os protocolos reforçados.
Este é o primeiro surto de hantavírus registrado em um cruzeiro.
A embarcação, que realizava expedição pela Antártida e ilhas do Atlântico Sul, segue agora para o porto de Rotterdam, onde será submetida a um rigoroso processo de desinfecção.
Fonte: OMS – Organização Mundial de Saúde








