Monitoramento de eventos adversos levou o Ministério da Saúde a suspender o imunizante temporariamente; entenda a rede nacional.
Desde o início da aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan no SUS, em janeiro, uma estrutura acompanha cada reação registrada.
Esse sistema identificou os sinais de alerta que levaram o Ministério da Saúde a suspender temporariamente o uso do imunizante.
A decisão ocorreu após a rede de farmacovigilância registrar 42 casos graves entre mais de 500 mil doses aplicadas.
Há dois óbitos sob investigação, mas as autoridades afirmam que não existem evidências de que as mortes foram causadas pela vacina.

Especialistas afirmam que a suspensão preventiva não representa falha do imunizante ou do programa. Trata-se da resposta esperada quando o monitoramento identifica um evento incomum.
“A farmacovigilância no país funciona muito bem porque, de forma precoce, identificou sinais de alerta”, afirma a infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia.
A farmacovigilância é a ciência que detecta, avalia e previne efeitos adversos de medicamentos e vacinas após a comercialização.






