Promotoria investiga procedimentos em obras subterrâneas na capital paulista; acidente em maio deixou um morto e três feridos.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito civil estrutural para apurar os protocolos de segurança adotados pela Sabesp em obras que envolvam escavações e redes subterrâneas.
A medida decorre da explosão ocorrida em 11 de maio, no Jaguaré, após uma intervenção da companhia atingir uma tubulação de gás da Comgás, matando o vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e ferindo outras três pessoas.
A investigação foca na análise preventiva e estrutural dos procedimentos da Sabesp, motivada também pela suspensão preventiva de mais de 30 obras da concessionária para revisão técnica.
O MPSP deu prazo de 30 dias para que a empresa apresente informações sobre gerenciamento de riscos, histórico de acidentes nos últimos cinco anos e critérios de comunicação com moradores e outras concessionárias. Ofícios também foram enviados à Comgás, Arsesp, TCE-SP, Controladoria Geral do Estado e Covisa.
Em paralelo, o governo estadual informou que a Arsesp iniciou uma força-tarefa de fiscalização de três meses em locais com tubulações compartilhadas.
O órgão criará um grupo técnico permanente e atualizará o Manual de Boas Práticas, prevendo sanções para o descumprimento das normas.

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o Estado aplicará punições rigorosas e responsabilizará as concessionárias pelo acidente assim que os laudos do Instituto de Criminalística forem concluídos.








