Colecionadores arrancam rótulos de bebidas nas gôndolas para obter brindes da Copa do Mundo; ato configura crime e pode levar à prisão
A nova campanha da Coca-Cola para distribuir figurinhas da Copa do Mundo de 2026 tornou-se um problema para a multinacional. Colecionadores estão rasgando os rótulos das garrafas diretamente nas gôndolas dos supermercados para furtar os adesivos.

Como o código de barras fica nessa parte da embalagem, os produtos danificados perdem o valor de venda, o que obrigou a empresa a iniciar o recolhimento e a substituição das bebidas.
Em nota, a Coca-Cola informou que os estabelecimentos afetados devem acionar as equipes comerciais para a troca das mercadorias. Apesar do contratempo, a fabricante descartou impactos negativos graves e defendeu o modelo promocional, que já havia sido utilizado no mundial anterior e apresenta forte adesão do público.

Especialistas alertam que a prática não é uma brincadeira, mas sim uma infração legal. Quem danifica ou subtrai partes do produto nos pontos de venda pode ser preso em flagrante por furto (artigo 155 do Código Penal) ou dano ao patrimônio (artigo 163). Além disso, o Código Civil ampara os comerciantes, que podem exigir o pagamento imediato do item avariado.
Embora o prejuízo logístico seja arcado pela fabricante por assumir o risco do mecanismo promocional, os supermercados vêm utilizando câmeras de segurança para identificar os autores e registrar Boletins de Ocorrência, visando coibir a ação dos infratores.







