O agronegócio do estado de São Paulo encerrou os primeiros cinco meses de 2026 com um superávit de US$ 8,37 bilhões. O saldo positivo é resultado de exportações que somaram US$ 10,85 bilhões contra importações de US$ 2,48 bilhões. Com esse desempenho, o setor foi responsável por 38,5% do total das vendas externas da economia paulista no período, consolidando o estado na segunda posição do ranking de exportações do agro nacional, atrás apenas de Mato Grosso.
De acordo com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), o resultado reflete um ganho de produtividade em um cenário externo desafiador. Houve uma retração de 3,2% no valor financeiro exportado na comparação com o mesmo período do ano passado, motivada pela queda nos preços internacionais de importantes produtos. Contudo, o volume total de mercadorias embarcadas cresceu 5,2%.
Desempenho por Cadeias Produtivas
O complexo sucroalcooleiro manteve-se na liderança das exportações paulistas, movimentando US$ 2,3 bilhões (21,3% de participação), com o açúcar respondendo por 95,1% desse montante. O setor de carnes apareceu logo em seguida, com US$ 1,8 bilhão e uma expansão financeira de 20,1% comparado ao ano anterior, puxado pela carne bovina.
O complexo soja (US$ 1,05 bilhão) e os produtos florestais (US$ 1,4 bilhão) também registraram balanço positivo, com altas de 17,4% e 12,7%, respectivamente. Em contrapartida, o setor de sucos registrou queda de 39,3% no faturamento devido à pressão das cotações internacionais da laranja, somando US$ 813,2 milhões. O café ocupa a sexta posição na pauta paulista, com US$ 689,2 milhões faturados.
Parceiros Comerciais e Perspectivas
A China consolidou sua posição como o maior comprador do agronegócio de São Paulo, sendo destino de 27,8% das vendas, com forte demanda por soja, carnes e produtos florestais. A União Europeia ocupa o segundo posto (14,7%), seguida pelos Estados Unidos (10,2%).
Para o segundo semestre, analistas do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) apontam que, apesar das incertezas logísticas e geopolíticas globais, há expectativa de fortalecimento das vendas de açúcar. A projeção de restrições nas exportações da Índia pode abrir novos mercados estratégicos para o produto brasileiro, especialmente na Ásia.







