Omar Artan teve a entrada negada em Miami devido às políticas de imigração e acabou retirado da lista do torneio pela Fifa
O árbitro somali Omar Artan desembarcou nesta quarta-feira (10) em Mogadíscio, capital da Somália, onde foi recepcionado por uma multidão de apoiadores e autoridades locais.

Artan faria história como o primeiro cidadão de seu país a apitar uma Copa do Mundo, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos no último sábado (6).
Eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025 e integrante do quadro da Fifa desde 2018, o profissional de 34 anos acabou barrado no Aeroporto Internacional de Miami. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA alegou “questões de verificação”, sem detalhar os motivos, embora o árbitro possuísse visto válido.
A Somália integra a lista de nações afetadas pelas restrições de viagem da política de imigração do governo Trump. Em nota divulgada na segunda-feira (8), a Fifa confirmou a exclusão de Artan do torneio, reiterando que não interfere nos processos migratórios dos países-sedes.
A decisão gerou indignação global. O assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, Ciise Aden Abshir, lamentou o ocorrido e afirmou que a medida prejudica o espírito de fair play.

No desembarque, Artan agradeceu ao apoio recebido e declarou: “Prometo-lhes que estarei presente na próxima edição”. O governo norte-americano não se manifestou sobre o caso.






