Pacto encerra bloqueio naval norte-americano e determina a reabertura imediata do Estreito de Ormuz para o fluxo global de petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite deste domingo (14/6) a celebração de um acordo de paz com o Irã. Por meio de suas redes sociais, o líder norte-americano informou ter determinado o fim do bloqueio naval na região e a abertura do Estreito de Ormuz, sem a cobrança de pedágio.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do diálogo, confirmou que ambos os países declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano. A cerimônia oficial de assinatura do cessar-fogo está agendada para a próxima sexta-feira (19/6), na Suíça, após reuniões técnicas preparatórias que ocorrerão ao longo desta semana.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, ratificou o entendimento e destacou o fim concomitante das hostilidades e do cerco naval. Segundo a TV estatal iraniana, o tráfego marítimo no Golfo será regulamentado por Teerã, em coordenação com Omã. Gharibabadi atribuiu o resultado não apenas à diplomacia, mas também a conquistas militares de seu país.
Conforme antecipado pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o pacto se divide em duas fases.
A primeira consiste na assinatura de um memorando de entendimento preliminar.
A segunda etapa prevê a criação de um mecanismo de taxas marítimas sob controle iraniano, novo cessar-fogo de 60 dias para debates estruturais, o fim da guerra no Líbano com o recuo de tropas israelenses, a desinterdição de portos e o desbloqueio de ativos iranianos no exterior.
Embora Washington afirme que o tratado impedirá o Irã de obter armas nucleares, Teerã ressalta que as discussões sobre seu programa nuclear só começarão após a consolidação da fase inicial.







