O cenário paulista foi oficialmente desenhado nesta quinta-feira (19). Em ato político realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como pré-candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Com o anúncio, Haddad encerra seu ciclo à frente da economia nacional para tentar, pela segunda vez, o comando do Palácio dos Bandeirantes.
Elogios à gestão econômica
Lula utilizou boa parte de seu discurso para blindar e exaltar o legado de seu escolhido. Segundo o presidente, o trabalho de Haddad na Fazenda foi “acima da média”, destacando especialmente a aprovação da reforma tributária. “É o ministro da Fazenda mais exitoso que o país já teve”, afirmou Lula, ressaltando a capacidade de negociação do pré-candidato com o Congresso Nacional.
Estratégia e Revanche
Fernando Haddad deve enfrentar novamente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeditando o segundo turno de 2022. Naquela ocasião, Tarcísio venceu com 55,27% dos votos válidos contra 44,73% do petista.
Haddad aproveitou o evento no ABC para afastar rumores de que sua candidatura seria apenas um “sacrifício” político. “Não disputo eleição para barganhar, disputo para ganhar”, salientou. O agora ex-ministro defendeu a necessidade de um projeto amplo que tire o estado da “inércia”, crítica reforçada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que prometeu empenho pessoal na campanha.
Definições para o Senado
Além do governo estadual, o evento serviu para alinhar a chapa majoritária. Lula confirmou que a ministra Simone Tebet (MDB) será candidata ao Senado. Já em relação a Geraldo Alckmin, o presidente manteve o mistério sobre se ele buscará uma cadeira no Legislativo ou se permanecerá como vice na chapa presidencial, afirmando que a decisão passará por conversas estratégicas com o grupo político.
A exoneração de Fernando Haddad do cargo de Ministro da Fazenda é aguardada para a edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira.







