A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) oficializou, por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, a aprovação do Plano de Ação do Estado de São Paulo para a Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV como Problema de Saúde Pública até 2030. O documento fixa metas e diretrizes operacionais para o biênio 2026-2027 que serão implementadas nos municípios paulistas.
Elaborado sob a coordenação do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids-SP (CRT DST/Aids-SP) em parceria com gestores municipais e movimentos sociais, o plano estabelece estratégias para expandir a testagem rápida, reduzir diagnósticos tardios e assegurar a adesão ao tratamento na rede pública.
Metas de tratamento e expansão da prevenção
Entre os indicadores definidos pelo planejamento estadual está a garantia de que 95% das pessoas diagnosticadas com o vírus estejam em tratamento com antirretrovirais. Adicionalmente, o texto estabelece como meta manter 95% dos pacientes em tratamento há mais de seis meses com carga viral inferior a 200 cópias por mililitro (mL).
No eixo da prevenção combinada, o governo estadual visa ampliar em 35% o número de usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) até o ano de 2027 — modalidade que atualmente atende 45.336 pessoas no estado. O plano prevê ainda a distribuição contínua de Profilaxia Pós-Exposição (PEP), preservativos e insumos de prevenção direcionados a grupos em situação de maior vulnerabilidade social e epidemiológica.
Erradicação da transmissão vertical
O documento norteador prevê também o fortalecimento das redes de atenção pré-natal para eliminar a transmissão vertical do HIV, mantendo a taxa de contágio de mãe para filho em 2% ou menos. Para atingir o parâmetro, o Estado prevê a ampliação da testagem durante a gestação e a certificação progressiva dos municípios paulistas que atingirem os critérios de eliminação da transmissão no parto e aleitamento.







