O governo do Irã confirmou, nesta segunda-feira (30/03), a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. O oficial de alto escalão foi vítima de ataques aéreos realizados pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) na última quinta-feira (26). Segundo o comunicado oficial da Guarda Revolucionária, Tangsiri sofreu ferimentos graves e não resistiu.
A operação já havia sido reivindicada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que classificou a ação como “precisa e letal”. Além de Tangsiri, o bombardeio noturno em Bandar Abbas, no sul do Irã, matou Behnam Rezaei, chefe do Departamento de Inteligência da Marinha da Guarda, peça central na estratégia de espionagem marítima do regime.
Impacto na Economia Global
Alireza Tangsiri era uma figura de relevância estratégica internacional. Ele comandava as ações no Estreito de Ormuz, via marítima por onde passam 20% da produção global de petróleo. O canal encontra-se bloqueado há cerca de 30 dias em decorrência do conflito com os EUA e Israel.
As forças israelenses acusavam o comandante de liderar, durante anos, esforços para ameaçar a liberdade de comércio e navegação, coordenando ataques diretos a petroleiros e embarcações comerciais, o que impactou diretamente os preços da energia e a segurança logística mundial.
Baixas no Alto Escalão
O assassinato de Tangsiri reforça uma tendência de eliminação de lideranças-chave do Irã nesta guerra. O conflito já resultou na morte de figuras máximas do país, incluindo o então líder supremo, Ali Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani. Com a perda do comando naval, o Irã enfrenta um vácuo de liderança em uma frente de batalha que afeta não apenas a região, mas o equilíbrio econômico do planeta.







