Nova acusação da Operação Ícaro aponta organização criminosa em fraude bilionária do ICMS
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça 11 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação integra a Operação Ícaro, que apura fraudes em créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-SP). O esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão.
Entre os denunciados estão o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Artur é apontado como o principal articulador da estrutura que beneficiava grandes empresas do varejo. O processo tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários da Capital.
Esta é a segunda denúncia contra o grupo, que operou por quatro anos na Sefaz-SP de forma estável e hierarquizada. Em fevereiro, os envolvidos tornaram-se réus por corrupção. Entre os novos denunciados está o ex-fiscal foragido Alberto Toshio Murakami.
A denúncia detalha a divisão de tarefas dos principais alvos:
- Artur Gomes da Silva Neto: Líder do grupo, negociava propinas e operava a central financeira Smart Tax.
- Marcelo de Almeida Gouveia: Auditor fiscal, atuava como ponto focal regional para facilitar as fraudes.
- Alberto Toshio Murakami: Auditor fiscal, liberava créditos fraudados e captava novas empresas.
- Sidney Oliveira: Dono da Ultrafarma, tomava decisões estratégicas e autorizava o pagamento de propinas.
- Rogério Barbosa Caraça: Diretor da Ultrafarma, operava o esquema na empresa e servia de elo técnico com os fiscais.







