Administradora teve dados utilizados por criminosos para despachar 50 kg de haxixe no Aeroporto de Guarulhos
O que deveria ser uma viagem de férias pelos Estados Unidos e Canadá transformou-se em investigação criminal para a administradora Gabrielle Amador Silva. Meses após retornar ao Brasil, ela foi intimada pela Polícia Federal (PF) e descobriu que traficantes utilizaram seu nome para despachar malas com drogas.
“A gente viaja a lazer e isso se tornou um pesadelo”, desabafou.
O problema originou-se no extravio de sua bagagem durante uma conexão internacional. A mala foi recuperada 18 dias depois, em Toronto, aparentemente intacta. No entanto, a PF localizou na esteira do Aeroporto de Guarulhos duas malas abandonadas que continham, cada uma, 25 quilos de haxixe. Uma delas estava registrada no nome de Gabrielle e a outra, no de outra passageira; as duas mulheres não se conhecem e viajaram em voos distintos.
A defesa da administradora aponta que o crime ocorreu por meio de fraude na reimpressão ou na troca de etiquetas de bagagem, tática operada por quadrilhas aeroportuárias. Diante das evidências, a Polícia Federal já não trata as passageiras como suspeitas e busca identificar os verdadeiros responsáveis. Para prevenir tais fraudes, especialistas recomendam fotografar as malas, guardar os comprovantes de despacho e registrar o peso exato antes do voo.
Foto: Divulgação/Internet – Reprodução: TV Globo




