O PSD (Partido Social Democrático) anuncia nesta segunda-feira (30), às 16h, o lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. O evento, realizado na sede nacional da sigla no centro de São Paulo, marca o fim de um impasse interno que durava semanas e reorganiza as forças políticas de centro-direita para o pleito de 2026.
O fator Ratinho Júnior
A consolidação de Caiado ganhou tração definitiva após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, retirar seu nome da disputa. Visto inicialmente como o nome preferencial de Gilberto Kassab, Ratinho alegou questões familiares e dificuldades na condução de sua sucessão estadual para declinar do convite. Sem o paranaense no páreo, a cúpula do PSD avaliou que a candidatura de Caiado — que se filiou ao partido em março especificamente para este fim — tornou-se incontornável.
Disputa interna e pautas
A trajetória de Caiado no Executivo e no Legislativo, somada à sua forte identificação com o agronegócio e a segurança pública, foram os pilares da sua escolha. No entanto, o governador goiano enfrentou oposição da ala liderada por Eduardo Leite (RS).
Leite defendeu até o último momento uma candidatura mais “centrista” para atrair eleitores distantes da polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declarações recentes, o gaúcho chegou a questionar se o PSD seria um partido focado em “anistia e indulto” ou em um “Brasil diferente”.
Próximos passos
Embora as pesquisas internas mostrem Caiado e Leite tecnicamente empatados (com 4% e 3% respectivamente, segundo Datafolha e Quaest), o partido optou pelo goiano visando o prazo de desincompatibilização. A partir de agora, o PSD foca na construção de alianças. Embora a chapa pura seja a tendência atual, Gilberto Kassab já sinalizou que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seria o nome ideal para ocupar a vice-presidência, apesar de Zema ainda manter sua pré-candidatura própria.







