Simulação com levantamentos divulgados em 3 de outubro aponta sete partidos à frente nos 26 estados e no Distrito Federal; confira os dois primeiros colocados em cada disputa
O PSD poderá terminar as eleições de 2026 com o maior número de governadores do país caso os candidatos que aparecem numericamente na liderança das pesquisas confirmem a vitória nas urnas. Nesse cenário, o partido conquistaria seis governos, seguido pelo PL, com cinco.
PP e Republicanos ficariam com quatro governos cada. PT e União Brasil teriam três cada um, enquanto o MDB comandaria duas unidades da Federação.
O levantamento considera as primeiras posições numéricas nas pesquisas divulgadas em 3 de outubro, utilizando a rodada da Quaest nos estados e no Distrito Federal e o Datafolha no Piauí. Trata-se de uma simulação condicionada à vitória dos líderes, inclusive nas disputas com empate técnico, e não de uma previsão definitiva do resultado.
Como ficaria a distribuição dos governos por partido
| Partido | Governos | Estados e Distrito Federal |
|---|---|---|
| PSD | 6 | Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe |
| PL | 5 | Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina |
| PP | 4 | Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba |
| Republicanos | 4 | Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo |
| PT | 3 | Bahia, Ceará e Piauí |
| União Brasil | 3 | Pará, Rio Grande do Norte e Tocantins |
| MDB | 2 | Alagoas e Goiás |
| Total | 27 | 26 estados e Distrito Federal |
A contagem foi calculada a partir dos líderes das pesquisas relacionadas abaixo. A hipótese pressupõe que esses candidatos vençam a eleição, no primeiro turno ou em eventual segundo turno.
PSD lideraria em quantidade; Republicanos teria São Paulo e Minas Gerais
Além da liderança em número de governos, o PSD teria presença em quatro regiões do país: Norte, Nordeste, Sudeste e Sul — nesta última, porém, nenhum de seus candidatos lidera o quadro utilizado nesta simulação. Assim, os seis governos projetados para a legenda estariam efetivamente distribuídos pelo Norte, Nordeste e Sudeste.
O Republicanos teria destaque pelo peso dos estados sob seu comando: São Paulo e Minas Gerais, além de Espírito Santo e Mato Grosso. Já o PL concentraria seus cinco governos no Sul e no Norte, com liderança nos três estados da Região Sul.
Os três governos projetados para o PT ficariam no Nordeste: Bahia, Ceará e Piauí. O União Brasil teria Pará, Rio Grande do Norte e Tocantins. O PP comandaria Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba, enquanto o MDB ficaria com Alagoas e Goiás.
Confira os dois primeiros colocados em todos os estados
Os percentuais abaixo correspondem aos votos válidos dos cenários de primeiro turno. A ordem é numérica e não elimina a possibilidade de empate técnico.
| Estado | Primeiro colocado | Segundo colocado |
|---|---|---|
| Acre | Mailza Assis (PP) — 41% | Alan Rick (Republicanos) — 37%. |
| Alagoas | Renan Filho (MDB) — 50% | JHC (PSDB) — 49%. |
| Amapá | Dr. Furlan (PSD) — 53% | Clécio Luís (União Brasil) — 47%. |
| Amazonas | Omar Aziz (PSD) — 40% | Maria do Carmo (PL) — 25%. |
| Bahia | Jerônimo Rodrigues (PT) — 52% | ACM Neto (União Brasil) — 48%. |
| Ceará | Elmano de Freitas (PT) — 50% | Ciro Gomes (PSDB) — 49%. |
| Distrito Federal | Celina Leão (PP) — 53% | Leandro Grass (PT) — 32%. |
| Espírito Santo | Lorenzo Pazolini (Republicanos) — 45% | Ricardo Ferraço (MDB) — 41%. |
| Goiás | Daniel Vilela (MDB) — 57% | Wilder Morais (PL) — 20%. |
| Maranhão | Eduardo Braide (PSD) — 52% | Orleans Brandão (MDB) — 35%. |
| Mato Grosso | Otaviano Pivetta (Republicanos) — 54% | Wellington Fagundes (PL) — 28%. |
| Mato Grosso do Sul | Eduardo Riedel (PP) — 67% | Fábio Trad (PT) — 23%. |
| Minas Gerais | Cleitinho (Republicanos) — 54% | Patrus Ananias (PT) — 23%. |
| Pará | Dr. Daniel (Podemos) — 57% | Hana Ghassan (MDB) — 40%. |
| Paraíba | Lucas Ribeiro (PP) — 61% | Efraim Filho (PL) — 23%. |
| Paraná | Sergio Moro (PL) — 43% | Sandro Alex (PSD) — 29%. |
| Pernambuco | Raquel Lyra (PSD) — 52% | João Campos (PSB) — 47%. |
| Piauí | Rafael Fonteles (PT) — 67% | Joel Rodrigues (PP) — 28%. |
| Rio de Janeiro | Eduardo Paes (PSD) — 49% | Douglas Ruas (PL) — 40%. |
| Rio Grande do Norte | Allyson Bezerra (União Brasil) — 37% | Cadu Xavier (PT) — 32%. |
| Rio Grande do Sul | Luciano Zucco (PL) — 52% | Juliana Brizola (PDT) — 35%. |
| Rondônia | Marcos Rogério (PL) — 53% | Adailton Fúria (PSD) — 24%. |
| Roraima | Arthur Henrique (PL) — 64% | Soldado Sampaio (Republicanos) — 34%. |
| Santa Catarina | Jorginho Mello (PL) — 71% | João Rodrigues (PSD) — 14%. |
| São Paulo | Tarcísio de Freitas (Republicanos) — 60% | Fernando Haddad (PT) — 36%. |
| Sergipe | Fábio Mitidieri (PSD) — 55% | Valmir de Francisquinho (Republicanos) — 44%. |
| Tocantins | Professora Dorinha (União Brasil) — 46% | Vicentinho Júnior (PSDB) — 41%. |
Disputas próximas podem mudar o mapa partidário
Alagoas e Ceará chegam à votação com apenas um ponto de diferença entre os dois primeiros colocados nos levantamentos utilizados. Na Bahia, a distância entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto é de quatro pontos. Essas disputas estão dentro do intervalo de empate técnico informado pelas fontes e podem alterar a distribuição projetada dos governos.
Também há concorrentes próximos da segunda posição. No Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) tem 24%, contra 25% de Maria do Carmo. Em Goiás, Marconi Perillo (PSDB) registra 18%, diante dos 20% de Wilder Morais. No Paraná, Requião Filho (PDT) aparece com 27%, contra 29% de Sandro Alex. No Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL) tem 29%, enquanto Cadu Xavier marca 32%.
No Rio de Janeiro, a tabela utiliza o cenário com Garotinho. A Quaest também divulgou uma simulação sem seu nome, na qual Eduardo Paes aparece com 51% e Douglas Ruas, com 43%. A liderança partidária permanece a mesma nos dois cenários.
A composição definitiva do mapa de governadores dependerá dos votos de 4 de outubro e, nos estados onde nenhum candidato superar 50% dos votos válidos, do segundo turno, marcado para 25 de outubro. As pesquisas retratam o momento das entrevistas; a confirmação dos eleitos será feita pela apuração oficial.
Republicanos teria governos sobre mais de um terço da população brasileira
Se os líderes das pesquisas confirmarem vitória, o Republicanos comandaria estados que reúnem aproximadamente 75,7 milhões de habitantes, equivalentes a 35,36% da população brasileira. O peso populacional da legenda seria impulsionado por São Paulo e Minas Gerais, além de Espírito Santo e Mato Grosso.
O PSD, líder em quantidade de governos na simulação, teria seis governadores e administraria estados com 41,3 milhões de moradores — 19,29% do país. O PL viria na sequência, com 34 milhões de habitantes, ou 15,88%, seguido pelo PT, com 27,6 milhões, correspondentes a 12,88%.
O cálculo considera a população residente estimada para julho de 2026, incluindo pessoas sem idade para votar. Os números representam uma simulação condicionada à vitória dos candidatos que lideram numericamente as pesquisas.
| Partido | Governos | População dos estados | Parcela do Brasil |
|---|---|---|---|
| Republicanos | 4 | 75.740.341 | 35,36% |
| PSD | 6 | 41.311.277 | 19,29% |
| PL | 5 | 34.016.882 | 15,88% |
| PT | 3 | 27.584.300 | 12,88% |
| PP | 4 | 11.026.935 | 5,15% |
| MDB | 2 | 10.716.161 | 5,00% |
| Podemos | 1 | 8.756.324 | 4,09% |
| União Brasil | 2 | 5.059.731 | 2,36% |
| Total | 27 | 214.211.951 | 100%* |




