No marco das celebrações de seus 473 anos, a Prefeitura de Santo André oficializou nesta quarta-feira (1º) a criação do programa Água Limpa, Córrego Vivo. A política pública visa não apenas a despoluição hídrica, mas também o monitoramento constante e a requalificação urbana das margens dos córregos municipais.
O projeto-piloto, realizado no Córrego Taioca (Jardim Cristiane), serviu como prova de conceito para a iniciativa. Por meio de uma ação conjunta entre o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) e a Sabesp, o trecho entre o Jardim Las Vegas e a Avenida Brasília teve sua classificação de qualidade da água elevada de “ruim” para “boa”, utilizando a metodologia do Instituto SOS Mata Atlântica.

Ações Estruturais e Sustentabilidade
O programa está alicerçado em eixos estratégicos que unem engenharia e conscientização:
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Infraestrutura: A Sabesp investirá R$ 210 milhões até dezembro para a implantação de 35 km de redes de esgoto e coletores-tronco.
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Zeladoria Moderna: O Semasa e a Secretaria de Meio Ambiente aplicarão R$ 55,3 milhões na instalação de 561 “bocas de lobo inteligentes” e serviços de contenção de taludes.
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Soluções Baseadas na Natureza: O programa prevê a renaturalização de margens e a criação de espaços de convivência.

Córrego Taioca DEPOIS. Fotos: Helber Aggio/PSA e Divulgação/Semasa
Reconexão com a Cidade
Como parte do lançamento, foi entregue o Mirante Taioca. O espaço, que antes sofria com a degradação, foi revitalizado com arte em grafite, iluminação solar e plantio de árvores nativas da Mata Atlântica. O local passa a integrar o Circuito Andreense de Educação Ambiental.
“Cuidar dos nossos córregos é cuidar da vida e do futuro. Santo André sai na frente para ser uma das primeiras cidades do Brasil com água limpa em todo o território”, afirmou o prefeito Gilvan Ferreira durante a cerimônia. A expectativa é que o modelo do Taioca seja replicado em outros corpos hídricos da cidade nos próximos meses.







