Decisão determina devolução de R$ 2,6 milhões à Neoenergia; auditoria apontou desvio de verbas e superfaturamento
A Justiça do Distrito Federal condenou empresas ligadas ao atual secretário de Inovação e Tecnologia de São Paulo, Humberto Alencar, a devolverem R$ 2,6 milhões à concessionária Neoenergia.
A acusação aponta que o secretário coordenou um esquema de fraude em um projeto de pesquisa para o desenvolvimento de 14 veículos elétricos.
De acordo com o processo, produtos já existentes no mercado eram comprados, repaginados com a identidade do projeto e apresentados como inovações originais.
Uma auditoria revelou o uso de uma ONG presidida pela esposa de Alencar para repassar verbas a empresas do próprio casal e de diretores da instituição, impedindo uma fiscalização independente. Houve ainda o registro de superfaturamento em materiais de pesquisa, como eletropostos cobrados por valores até cinco vezes superiores aos de mercado.
Inspeções técnicas constataram que as instalações da fábrica estavam abandonadas e sem indícios de atividade produtiva.
Os réus recorrem da decisão em segunda instância. A Neoenergia declarou que não comenta processos em andamento e Humberto Alencar não respondeu aos questionamentos.
Em nota, a defesa informou que o secretário atuou apenas como conselheiro técnico, sem atribuição deliberativa ou gerencial na organização, e ressaltou que ele não figura pessoalmente como réu na ação judicial.
Fonte: Metrópoles








