O Sindicato dos Treinadores de Futebol do Estado de São Paulo – entidade que desde os anos 80 atua na defesa, valorização e qualificação dos profissionais, vem a público manifestar seu repúdio a qualquer prática que possa comprometer a credibilidade, transparência e legitimidade da formação e certificação profissional no futebol.
Reportagens publicadas pelo UOL Prime, da jornalista Joanna de Assis, trouxeram à luz denúncias a um eventual esquema de comercialização de licenças profissionais falsas, com suposta validade perante a Conmebol. Segundo a reportagem o caso envolveria nomes de relevância no futebol sul-americano e brasileiro.
Diante da gravidade das informações, o SITREFESP entende que os fatos precisam ser esclarecidos por autoridades e entidades responsáveis pela regulamentação e certificação.
Possuimos uma trajetória de mais de três décadas dedicada à formação, capacitação e educação continuada Ao longo dos anos, aprimora seus programas e eleva o padrão técnico e profissional daqueles que atuam no desenvolvimento do futebol.
Essa atuação compreende iniciativas voltadas não apenas ao mercado profissional, mas também à Federação Paulista de Futebol, aos projetos sociais desenvolvidos pelos municípios do Estado e aos diferentes segmentos da cadeia de formação esportiva.
Atualmente, trabalha na ampliação de parcerias institucionais e acadêmicas, busca estabelecer mecanismos de certificação e qualificação vinculados a instituições de ensino devidamente regulamentadas pelo Ministério da Educação.
Notícias como a vinculada causam profunda preocupação à categoria. Documentos ou certificações obtidos de forma irregular não representa apenas uma violação de normas, mas atinge diretamente todos que investem tempo, recursos, estudo e dedicação para obter sua formação de maneira legítima e regular.
Por essa razão, solicitamos publicamente à FPF, Confederação Brasileira de Futebol, Conmebol e demais autoridades competentes que adotem as providências necessárias para:
* Apurar integralmente as denúncias, identificando origem, extensão e os responsáveis por eventuais irregularidades;
* Verificar a autenticidade das licenças e certificações profissionais questionadas, bem como os procedimentos utilizados para sua emissão e reconhecimento;
* Esclarecer quais mecanismos de controle e fiscalização estavam vigentes e se houve eventual falha nesses processos;
* Adotar as medidas administrativas e legais cabíveis, caso sejam comprovadas irregularidades;
* Garantir transparência e isonomia nos processos de formação e licenciamento, assegurando que os mesmos critérios sejam aplicados a todos os profissionais;
* Preservar e fortalecer a credibilidade da profissão e valorizar quem percorre regularmente os caminhos de formação.
Formação profissional não pode ser substituída por atalhos. Certificação precisa representar conhecimento, competência e responsabilidade. Permanecemos vigilantes e atuantes na defesa da categoria.




