Em um veredito considerado histórico, um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou a Meta e o Google culpados por negligência em relação ao impacto de seus aplicativos na saúde mental de crianças e adolescentes. A decisão, concluída nesta quarta-feira (25) após nove dias de avaliação, estabelece que as gigantes de tecnologia foram responsáveis pelo vício digital de uma usuária de 20 anos.
A autora da ação, identificada no processo pelas iniciais KGM, alegou que o uso das plataformas causou danos severos, incluindo depressão e dismorfia corporal. A sentença fixou uma indenização total de US$ 3 milhões. De acordo com o júri, a Meta possui 70% de responsabilidade no caso (devendo pagar US$ 2,1 milhões), enquanto o Google responde pelos 30% restantes (US$ 900 mil).
Antes do desfecho deste julgamento, a autora já havia firmado acordos de valores não revelados com o Snapchat e o TikTok.
Posicionamento das Empresas
Em depoimento durante o processo, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, argumentou que a empresa não limita o tempo de uso dos usuários para preservar a liberdade de expressão. Após a sentença, a Meta afirmou discordar do veredito e que avaliará ações legais. O Google não se manifestou até o momento.
Segunda condenação na semana
O cenário jurídico para a Meta se agravou nesta semana. Na terça-feira (24), a empresa foi condenada no estado do Novo México sob a acusação de violar leis de proteção ao consumidor e permitir a exploração sexual infantil em suas redes. A multa aplicada pelo júri neste caso foi de US$ 375 milhões. O procurador-geral Raul Torrez afirmou que a empresa enganou o público sobre suas reais medidas de segurança. A Meta prometeu recorrer.







