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Com 48 seleções e sedes triplas, Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira

Mundial marcado por recorde de partidas estreia regras rígidas contra perda de tempo e acontece sob forte pressão política e altos preços de ingressos.

A 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA tem seu pontapé inicial nesta quinta-feira (11), consolidando-se como a maior transformação do torneio desde 1998. Pela primeira vez na história, três países — Canadá, Estados Unidos e México — dividem a organização de um evento que agora conta com 48 seleções e um total de 104 partidas distribuídas em 39 dias.

A cerimônia de abertura e o jogo inaugural entre México e África do Sul acontecem no Estádio Azteca, às 16h (de Brasília). O local faz história ao se tornar o primeiro palco a receber três aberturas de Mundiais (1970, 1986 e 2026). O show de abertura contará com estrelas como Shakira e J Balvin.

Tensões Geopolíticas e Protestos

Apesar do clima de festa, o Mundial começa cercado de controvérsias. Na Cidade do México, cerca de 5 mil manifestantes, liderados por sindicatos de professores, prometem protestos nos arredores do Azteca. No campo diplomático, a relação entre Estados Unidos e Irã é o ponto mais sensível. A delegação iraniana enfrenta dificuldades com vistos e protocolos de segurança rigorosos em território americano, enquanto o país permanece sob restrições de ingressos para seus torcedores.

Novas Regras e o VAR

O torcedor verá um futebol mais dinâmico. A FIFA implementou a regra dos “5 segundos” para cobranças de laterais e tiros de meta. O descumprimento gera a reversão da jogada. Além disso, o VAR teve seu escopo ampliado, podendo corrigir marcações de escanteios e a aplicação de segundos cartões amarelos. Atitudes antidesportivas, como cobrir a boca para discutir com o árbitro, agora podem resultar em cartão vermelho direto.

Brasil em busca do Hexa

A Seleção Brasileira inicia sua caminhada no sábado (13), contra o Marrocos, às 19h. Sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, o Brasil tenta quebrar um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Esta edição também é vista como o “último capítulo” para uma geração de ouro, incluindo Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e o brasileiro Neymar, que indicaram ser esta sua última participação em Copas.

Ingressos e Público A organização enfrenta críticas quanto ao custo de vida do evento. Com entradas para a final atingindo a média de US$ 13 mil, a venda de ingressos tem sido menor do que o esperado, levantando debates sobre a democratização d

 

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