Redução no número de habilitados gera ociosidade de frotas e desafia a logística rodoviária; exigências e novas profissões afastam jovens
A escassez de caminhoneiros consolidou-se como um dos principais desafios do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Um levantamento da NTC&Logística aponta que 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para preencher vagas de motoristas e agregados.
Nas transportadoras afetadas, a média é de oito caminhões parados por falta de profissionais qualificados.
De acordo com a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), o total de condutores habilitados para veículos pesados despencou de 3,5 milhões para 1,3 milhão na última década.
O envelhecimento da categoria e a baixa atratividade da profissão para as novas gerações agravam o cenário. Fatores como jornadas prolongadas, exigências operacionais e a concorrência com aplicativos de transporte afastam novos trabalhadores.
Embora o exame toxicológico obrigatório e os treinamentos especializados tenham reduzido os acidentes em rodovias federais, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), essas exigências funcionam como barreiras de entrada.
Atualmente, a mão de obra representa quase um quinto do custo operacional das transportadoras, superada apenas pelos gastos com combustível e aquisição de veículos.
Para garantir a continuidade das operações logísticas no país, entidades do segmento discutem alternativas de longo prazo. Entre as propostas estão programas de formação e incentivos para a obtenção da habilitação profissional. Especialistas avaliam que soluções tecnológicas, como caminhões autônomos, ainda estão distantes da realidade das rodovias brasileiras.
Fonte: Portal Cegonheiro (SINACEG)







