Pesquisa mostra queda no índice de defesa da detenção em comparação a dezembro de 2025; cresce percepção de que ex-presidente não participou de trama.
O apoio à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro recuou, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17). Segundo o levantamento, 48% dos brasileiros defendem a manutenção da prisão, enquanto 45% discordam da medida. Outros 7% não souberam ou não responderam. Os dados revelam oscilação em relação ao cenário de dezembro de 2025, quando 55% dos entrevistados se manifestavam a favor da reclusão e 40% posicionavam-se contra.
Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar por razões de saúde, após ter passado pelas carceragens da Polícia Federal em Brasília e da Papudinha. Ele cumpre pena superior a 27 anos de prisão desde novembro do ano passado, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A prisão preventiva inicial havia sido determinada em agosto de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, motivada pelo descumprimento de medidas judiciais.
A redução do apoio à prisão manifestou-se inclusive entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse segmento, a defesa da penalidade caiu de 87% para 80%, ao passo que a discordância subiu de 10% para 13%. Entre os eleitores de Bolsonaro, o percentual de aprovação ao encarceramento oscilou para baixo, passando de 14% para 9%.
O estudo também registrou variação sobre a responsabilidade do ex-mandatário nos atos que visavam impedir a posse presidencial em 2023. A parcela de entrevistados que descarta a participação de Bolsonaro na trama golpista subiu para 41%, o maior índice histórico da série. Em contrapartida, os que enxergam envolvimento direto caíram para 45%, o menor patamar desde dezembro de 2024. O levantamento colheu 2.004 depoimentos presenciais entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.








