A violência no trânsito voltou a acender o sinal de alerta nas sete cidades do Grande ABC. Segundo dados atualizados do Infosiga, sistema do Detran-SP, a região registrou 19 mortes nas ruas e avenidas em julho. O resultado representa o mês de julho mais letal dos últimos 5 anos e o quarto maior valor para o período dentro da série histórica iniciada em 2015.
Do total de mortes contabilizadas no mês, 13 envolveram motocicletas, o que equivale a 68% dos casos. O levantamento aponta ainda que 3 mortes envolveram pedestres, 2 ocorreram em automóveis e 1 envolveu ciclistas.
Imprudência e pressão do mercado
Especialistas em trânsito apontam que a alta dos números está associada a fatores comportamentais e ao modelo de trabalho atual. Para o advogado Anderson Freitas, especialista em Direito no Trânsito, o excesso de velocidade e o aumento de infrações por alcoolemia são determinantes.
Já o professor da Unicamp e consultor de trânsito, Creso Peixoto, destaca que a expansão dos serviços de entrega e a necessidade de deslocamento rápido colocam os motociclistas sob risco constante.
Medidas de prevenção e intervenções urbanas
Para tentar desacelerar o índice de sinistros, prefeituras da região têm adotado diferentes estratégias:
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Santo André: Mantém ações educativas como o Centro de Educação da Mobilidade e realizou readequações viárias, como a faixa adicional no Viaduto Luiz Meira e sinalizações de LED no Centro.
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Diadema: Iniciou em junho a implantação de 13 km de faixa azul exclusiva para motociclistas no Corredor ABD.
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São Caetano e Ribeirão Pires: Destacam o fortalecimento de programas de conscientização e educação para o trânsito nas redes municipais de ensino.





