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Operação Infiltrados prende chefe de investigadores da Polícia Civil e ex-estagiário do MP por elo com o PCC

Suspeitos participavam de plano para matar promotor do Gaeco e extorquiam criminosos usando dados sigilosos

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu, nesta terça-feira (9), um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio órgão.

Eles são suspeitos de atuar como infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o grupo participava de um plano para assassinar um promotor de Justiça e extorquia integrantes da própria facção em troca de proteção.

A ação cumpriu três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso. As Corregedorias das Polícias Civil e Penal, além da OAB, apoiam os trabalhos.

As investigações apontam que o chefe de investigadores, lotado na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, encontrou-se com um dos articuladores do atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho dias antes de uma operação policial.

Vídeos apreendidos confirmam a reunião, na qual teriam sido repassadas informações sigilosas.

Em paralelo, foi descoberto que o ex-estagiário, hoje advogado, se infiltrou propositalmente em uma Promotoria Criminal de Campinas.

Ele acessava bancos de dados confidenciais para identificar criminosos de alto poder aquisitivo e extorqui-los. Em um dos casos, o Gaeco identificou a cobrança de R$ 500 mil contra um empresário ligado à facção para evitar o envio de provas ao MP. O esquema contava com o auxílio de um policial penal e de um ex-policial civil, este último já expulso da corporação por extorsão mediante sequestro.

Prédio do Ministério Público de São Paulo — Foto: Reprodução/GloboNews

A Operação Infiltrados é um desdobramento das ações “Pronta Resposta” e “Off White”, deflagradas em 2025 para combater os planos de atentado e esquemas de lavagem de dinheiro liderados por Sérgio Luiz de Freitas, o “Mijão”, chefe do PCC. Em nota, o MP-SP destacou que as instituições atuam de forma conjunta para a depuração de seus quadros e para garantir a transparência do serviço público.

 

 

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