O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta quarta-feira (5) o envio de um Projeto de Lei à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para autorizar a absorção e o reaproveitamento dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na estrutura da administração pública estadual. A iniciativa busca por fim à greve da categoria, que atinge o segundo dia consecutivo de paralisações.
A proposta do Poder Executivo foi formalizada durante audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2). O governo condicionou a aprovação do texto e a manutenção dos postos de trabalho à retoma imediata da circulação dos trens ainda nesta tarde, antes do pico de circulação de passageiros.
Motivação da paralisação e contexto das linhas
Os grevistas pedem a reestatização e o cancelamento do contrato com a concessionária TriviaTrens, alegando ameaça de demissão para cerca de 2.300 colaboradores após a transferência definitiva dos ramais.
Em 24 de julho, as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram emergencialmente para o comando estatal da CPTM por um prazo de 90 dias, por determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), após falhas graves e registros de focos de incêndio nas composições durante a transição operacional.
O presidente da CPTM, Manuel Cerqueira, pontuou que já existia um plano em andamento para a realocação gradual dos profissionais em outras linhas estaduais, como a Linha 10-Turquesa, tornando a greve desnecessária.
Quadros de operação das linhas afetadas
De acordo com o balanço divulgado pela CPTM nesta tarde:
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Linha 10-Turquesa: Opera normalmente (não integra o movimento de greve).
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Linha 11-Coral: Operação parcial (circula apenas entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases; trecho entre Guaianases e Estudantes suspenso).
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Linha 12-Safira: Operação parcial (circula entre Brás e Engenheiro Goulart; trecho entre Engenheiro Goulart e Calmon Viana suspenso).
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Linha 13-Jade: Operação totalmente suspensa.







