Em entrevista exclusiva ao Jornal do ABC na última terça-feira (28), Renato Dias, diretor da Milenare Farmácias de Manipulação, fez duras críticas à forma como o fim da escala 6×1 vem sendo discutido no Congresso Nacional. O empresário destacou que a falta de interlocução entre o governo e o setor produtivo pode levar a decisões que, na prática, prejudicam tanto quem emprega quanto quem trabalha.
O anúncio é exibido na página
post atual: Renato Dias questiona a falta de dialogo com empresário sobre a jornada 6x1, ID: 6185
Anúncios: Header - Adsense (5118)
Grupo de anúncios: Header (175)
Encontre soluções no manual
Para Renato, o debate está sendo conduzido de maneira “eleitoreira”, ignorando as dificuldades reais de quem mantém as portas abertas.
Falta de conversa e viés político
O empresário ressaltou que a principal reclamação do setor é a exclusão das entidades de classe no desenvolvimento da proposta. Segundo ele, o governo evita o confronto com os dados reais de aumento de custos.
“O que a gente está enxergando é um cunho político. A gente entendeu que o governo ainda não chamou nenhuma entidade para conversar, porque sabe que isso vai gerar um aumento de custo e não quer ser confrontado.”
O impacto no bolso do consumidor
Renato Dias explicou que a conta dessa mudança não será paga apenas pelas empresas, mas por toda a sociedade através da inflação de produtos e serviços. Na estimativa do diretor, o impacto na folha de pagamento será de, no mínimo, 20%.
“No final das contas, alguém vai pagar essa conta, e esse alguém é o consumidor. São números, e os números não mentem. Se você tem um aumento no custo de produção, você perde competitividade ou repassa o preço.”
Ameaça aos postos de trabalho
Um dos alertas mais graves feitos durante a entrevista foi sobre a extinção de vagas. Renato diferenciou o desemprego pontual da eliminação definitiva de postos de trabalho em setores que não suportarem a nova carga financeira.
“Tem um grande risco de fechar alguns negócios. É diferente de custar um emprego; você fecha o posto de trabalho, que é pior. Você está eliminando uma vaga porque o negócio não suporta esse aumento de custo.”
Setor Farmacêutico: Mão de obra técnica e cara
Especialmente no ramo de manipulação, onde a presença de farmacêuticos e técnicos é obrigatória e o custo desses profissionais é elevado, Dias afirma que a margem de manobra é quase nula.
“Nós trabalhamos com uma linha técnica. Com os encargos, o impacto pode ser superior a 20%. Se você quiser produzir a mesma coisa com menos horas, terá que contratar mais profissionais qualificados, o que encarece todo o processo.”
Assista a entrevista completa
A entrevista faz parte da edição do Jornal do ABC de terça-feira, dia 28 de abril. Renato Dias reforça que o trabalhador merece qualidade de vida, mas que isso só é possível com uma economia sólida e não com medidas sem base técnica.
Disponível no Youtube do Canal ABC: https://www.youtube.com/live/7igdTdOChVw?si=p6U3Yo-npE0ibjDJ






