Levantamento do IBGE aponta que o trabalho segue como o principal motor da economia das famílias, apesar da persistência de desigualdades regionais e de gênero
A renda média mensal do brasileiro alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica. Segundo dados da PNAD Contínua, divulgados nesta sexta-feira(8) pelo IBGE, o montante representa uma alta real de 5,4% ou 361,7 bilhões mensais.
Atualmente, 67,2% da população possui alguma fonte de rendimento.
Embora o trabalho responda por cerca de 75% do orçamento domiciliar, o país mantém dependência de aposentadorias (13,8%) e programas sociais (9,1%).
No recorte regional, o Sul lidera com o maior rendimento per capita (R$ 2.734), enquanto o Centro-Oeste registrou a maior alta anual (11,3%), beneficiado pelo dinamismo do Distrito Federal e pelo setor público.
Apesar do recorde, o levantamento expõe disparidades profundas. A diferença salarial entre brancos e pretos supera R$ 1.900, patamar que se mantém elevado historicamente.
O gênero também é fator de desigualdade: homens recebem, em média, R$ 3.921, ante R$ 3.085 das mulheres.
A escolaridade, contudo, permanece como o principal diferencial produtivo; profissionais com ensino superior completo ganham até quatro vezes mais que trabalhadores sem instrução.
Foto: Marcello Casal Jr.






