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Fim da escala 6×1 gera críticas de empresários que apontam debate precipitado em ano eleitoral e exigem transição

Confederações patronais alertam para impactos econômicos e defendem negociação coletiva. Representantes dos trabalhadores serão ouvidos nesta terça-feira (19)

Representantes do setor empresarial criticaram, nesta segunda-feira (18), a discussão sobre o fim da escala 6×1 em ano eleitoral.

Em audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados, as confederações patronais pediram um período de transição para a aplicação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alertando que a economia não absorverá o impacto de forma imediata.

O governo federal, contudo, se opõe ao prazo de carência e defende a vigência instantânea da medida.

Dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmaram que o debate ocorre de maneira apressada devido ao calendário político.

Representantes das áreas de saúde (CNSaúde) e educação (Confenen) destacaram o risco de desabastecimento de serviços essenciais e defenderam que a redução da carga horária, sem redução salarial, exige planejamento rigoroso para não inviabilizar o funcionamento de hospitais e escolas.

As entidades sugeriram o fortalecimento das negociações coletivas entre sindicatos e empresas como a via ideal para ajustar as regras às especificidades de cada segmento e região do país.

Apontada como prioridade governamental para 2026, a PEC conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), está previsto para quarta-feira (20), e a votação no colegiado deve ocorrer no dia 26 de maio.

 

 

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