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A Dinastia do Século: Espanha aplica amasso tático, faz história no século 21 e a copa se despede de Lionel Messi

Com massacre de 20 a 2 em finalizações e gol de Ferran Torres, Fúria se isola como única bicampeã mundial do século. Ex-melhor do mundo, Rodri é eleito o craque da Copa; Messi brilha no adeus aos 39 anos com 21 gols históricos.

O futebol tem dessas coisas. Às vezes, ele se recusa a seguir os roteiros românticos que a nossa nostalgia tenta desenhar. No último domingo, em Nova Jersey, o MetLife Stadium testemunhou a história sendo escrita em duas páginas distintas, mas igualmente gigantescas. De um lado, a consolidação da maior potência futebolística do novo milênio. Do outro, o último capítulo da trajetória do maior jogador que este esporte já viu.

A Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação e garantiu a sua segunda estrela. Com o triunfo, a Fúria atinge um patamar solitário: é a única seleção a conquistar a Copa do Mundo por duas vezes no século 21. O placar magro do tempo extra não reflete o massacre técnico e tático que as estatísticas fazem questão de escancarar. Foi um atropelo de 20 finalizações espanholas contra míseras 2 da Argentina.

A engrenagem perfeita de Luis de la Fuente, movida pela audácia do jovem Lamine Yamal, teve como grande arquiteto o seu capitão. Rodri, que já alcançou o topo do futebol ao ser eleito Melhor do Mundo, teve sua consagração definitiva ao receber o prêmio de Melhor Jogador da Copa do Mundo de 2026. O camisa 16 ditou o ritmo do meio-campo com uma frieza cirúrgica, anulando as transições sul-americanas e controlando o relógio a seu bel-prazer.

Foto: Reprodução/BR Football

Se a bola demorou 106 minutos para entrar, foi porque Emiliano “Dibu” Martínez operou milagres e estabeleceu o recorde histórico das finais com 11 defesas. Mas a resistência argentina, castigada pela expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do segundo tempo, ruiu quando o herói improvável, Ferran Torres, saiu do banco para bater cruzado e estufar as redes.

O esplendor de um gênio aos 39 anos

Se o título consagra a dinastia de Rodri e da juventude espanhola, o apito final deu início aos aplausos calorosos para a última dança de Lionel Messi. O camisa 10 se despediu oficialmente da seleção argentina e das Copas do Mundo entregando uma das exibições mais impressionantes da história do futebol moderno para um atleta de sua idade.

Aos 39 anos, Messi não foi um coadjuvante de luxo. Ele carregou a Albiceleste até a final fazendo um Mundial soberbo, com 8 gols marcados e 4 assistências. Faltou apenas a taça para coroar uma campanha individual irretocável. Com o encerramento do torneio, Messi fecha sua conta pessoal na história das Copas do Mundo com a marca de 21 gols, segundo maior artilheiro da história das copas,atrás apenas de Kylian Mbappé (22).

Foto: Reprodução/BR Football

A Argentina chora o fim de seu ciclo mais vitorioso, mas sai de campo de alma lavada. Messi se despede dos Mundiais no limite de suas forças, reverenciado por um estádio inteiro. O rei sai de cena, e o trono do futebol mundial agora pertence, por direito e por merecimento estatístico, à dinastia espanhola regida pelo talento incomparável de Lamine Yamal.

Foto: Reprodução/BR Football

 

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