O programa TEAcolhe Mais, mantido pela Secretaria de Saúde de Santo André, registrou um crescimento expressivo em seus indicadores de produtividade após passar por um processo de expansão. Nos três primeiros meses de operação do novo modelo assistencial, o serviço especializado voltado a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) contabilizou 8.414 atendimentos integrados.
A reformulação da linha de cuidado promoveu um salto quantitativo na capacidade operacional do equipamento público. Antes da ampliação, a estrutura mantinha uma média histórica de 150 acolhimentos por mês. Com as novas diretrizes, o balanço apontou 1,3 mil atendimentos no mês de abril, evoluindo para 3,1 mil em maio e culminando com o recorde de 4 mil assistências em junho.
Reorganização de fluxo e diagnósticos céleres
O avanço nos indicadores decorre de uma reestruturação técnica que conectou diretamente o programa especializado à rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Uma equipe multiprofissional dedicada passou a capitanear as avaliações clínicas, reduzindo o tempo de espera para a emissão de laudos diagnósticos e permitindo a estruturação de projetos terapêuticos individualizados para cada usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a pasta de Saúde, o gerenciamento de casos de forma descentralizada nas unidades de bairro garante que o paciente receba o acompanhamento contínuo e integrado perto de sua residência, otimizando o tempo de deslocamento das famílias.
Infraestrutura e terapia sensorial
Como parte do plano de investimentos na modernização do serviço, a administração municipal inaugurou a Sala de Integração Sensorial do TEAcolhe. O ambiente foi projetado para oferecer intervenções clínicas específicas para o tratamento de disfunções do processamento sensorial — característica frequente em indivíduos dentro do espectro autista.
O espaço conta com equipamentos suspensos, texturas e estímulos visuais controlados que atuam no desenvolvimento de competências motoras, cognitivas, emocionais e de comunicação. As atividades são coordenadas por terapeutas especializados que moldam o uso dos recursos de acordo com a resposta clínica e a evolução individual apresentada por cada criança ou adolescente acolhido pelo programa.






