A Inglaterra sofreu mais do que o esperado, mas carimbou a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em partida movimentada nesta quarta-feira(1), em Atlanta, os ingleses venceram a República Democrática do Congo por 2 a 1, de virada. O resultado coloca a equipe comandada por Thomas Tuchel na rota do México, em duelo marcado para o próximo domingo, no lendário Estádio Azteca.
O desfecho do jogo interessa diretamente ao torcedor brasileiro. O vencedor de Inglaterra e México vai cruzar nas quartas de final com quem passar do confronto entre Brasil e Noruega.
Susto e reclamação no primeiro tempo
A República Democrática do Congo entrou em campo com uma estratégia claramente defensiva, mas foi cirúrgica no ataque logo aos seis minutos. Após jogada de Mbemza pela direita, Cipenga dominou e bateu forte para abrir o placar. Foi um gol histórico para os congoleses, o primeiro do país em uma fase de mata-mata de Copa do Mundo, a única participação anterior havia sido em 1974, ainda como Zaire.

A Inglaterra sentiu o gol e demorou a se encontrar em campo. Para piorar o nervosismo, os ingleses reclamaram muito de um pênalti em Harry Kane, que foi derrubado pelo goleiro Mpasi na área. O juiz mandou seguir e o VAR preferiu não interferir. Pouco depois, o Congo quase ampliou em um chute de Wissa que carimbou a trave do goleiro Pickford.

Estrela de Kane e quebra de recorde
Na etapa final, a qualidade técnica da Inglaterra falou mais alto. Aos 29 minutos, Gordon cruzou pela esquerda e Harry Kane apareceu na área para empatar de cabeça. O gol animou os ingleses, que buscaram a virada aos 40 minutos: em mais uma jogada de Gordon, Kane recebeu na entrada da área, girou rápido e acertou um belo chute no ângulo de Mpasi para fechar a conta em 2 a 1.
Além de classificar a Inglaterra, a noite foi histórica para o camisa 9. Kane chegou aos 13 gols em Copas do Mundo, ultrapassando Pelé (que tem 12) no ranking dos maiores artilheiros da história da competição — lista que tem Lionel Messi no topo, com 19 gols. Kane também se isolou como o jogador que mais vezes foi capitão da seleção inglesa, atingindo a marca de 91 jogos com a braçadeira.








