O clima decisivo das oitavas de final da Copa do Mundo ultrapassou os limites do esporte e virou uma queda de braço política no Reino Unido. Após a classificação da Inglaterra para enfrentar o México, o técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, causou polêmica ao pedir publicamente que os pais permitam que seus filhos faltem à escola na segunda-feira subsequente ao jogo.
O impasse ocorre por conta do fuso horário. A partida, que será realizada no Estádio Azteca, no México, está marcada para a 1h da manhã de segunda-feira no horário britânico (21h de domingo em Brasília). Caso o confronto se estenda para a prorrogação e penalidades, a transmissão pode terminar por volta das 4h da manhã na Inglaterra.
“Escrevam uma justificativa para a escola e deixem as crianças assistirem ao futebol. Vamos lá, elas ainda terão muitos dias de aula pela frente, mas a Copa do Mundo acontece apenas a cada quatro anos. Deixem que assistam”, declarou Tuchel, argumentando que o apoio dos mais jovens é essencial para motivar o elenco.
Resposta de Downing Street
A declaração do treinador alemão repercutiu imediatamente nos jornais locais e acendeu um alerta no governo. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, desaprovou formalmente a sugestão. Questionado pelo jornal The Guardian, um porta-voz de Starmer afirmou que a posição oficial do governo é de total regularidade com o calendário escolar.
“Queremos que todos aproveitem o jogo, mas as crianças devem estar na escola na segunda-feira”, pontuou o porta-voz, indicando que, embora a decisão final caiba legalmente aos responsáveis, o governo desincentiva qualquer tipo de abono por motivos esportivos.
Para acalmar os ânimos e oferecer uma alternativa viável aos jovens torcedores, o Ministério da Educação britânico sugeriu de forma pragmática que os estudantes utilizem o período da tarde, após o término das aulas, para tirar uma “soneca” e recuperar o sono perdido na madrugada.







