Ex-operadora de caixa e proprietário de lotérica em Sinop disputam na Justiça a titularidade do valor; audiências estão marcadas para 2027.
Um bilhete danificado da Mega-Sena gerou uma disputa judicial entre o dono de uma lotérica e uma ex-funcionária em Sinop, no Mato Grosso.
O impasse envolve um prêmio de R$ 29 milhões de um sorteio realizado em agosto de 2023.
Atualmente, a ex-colaboradora e o marido respondem como réus por furto qualificado após queixa-crime do antigo patrão, que pleiteia a titularidade do valor.
O caso começou quando a impressão de uma aposta falhou. A funcionária emitiu um novo jogo válido para a cliente e guardou o comprovante com defeito.
O bilhete acabou premiado no concurso daquela noite. A defesa da ex-operadora sustenta que ela pagou pelo volante rasurado, prática que seria comum no estabelecimento.
Já o proprietário argumenta que as normas operacionais vedam a apropriação de bilhetes com vício de impressão.
O dinheiro segue bloqueado preventivamente pela Justiça desde novembro de 2023.
O Ministério Público denunciou o casal criminalmente, mas manifestou o entendimento de que o prêmio não pertence a nenhuma das partes.
A Caixa Econômica Federal informou que não se pronuncia sobre processos em andamento e o Tribunal de Justiça agendou o início das audiências para fevereiro de 2027.







