Racha no Cidadania cria impasse com Paulo Serra e deixa Orlando Morando em franca vantagem estratégica na região
Uma decisão liminar proferida pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), afastou o deputado federal Alex Manente (SP) da presidência nacional do Cidadania.
A determinação judicial invalidou o congresso partidário que o havia elegido, abrindo um novo capítulo de incertezas na legenda.
O recuo forçado de Manente repercute diretamente na geopolítica do Grande ABC. O parlamentar agora corre contra o relógio, sob o risco de ficar sem uma legenda partidária validada a tempo para concorrer, sua sobrevivência política e sua próxima eleição estão seriamente comprometidas.
O revés jurídico altera as forças entre os principais políticos da região. No cenário que envolve o ex-prefeito de Santo André e presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, surge um entrave complexo a ser resolvido.
Com o enfraquecimento de Manente, Serra perde um parceiro político estratégico, criando um vácuo de poder e um impasse nas articulações conjuntas que ambos desenhavam para o Grande ABC.
Por outro lado, a situação confere ampla vantagem a Orlando Morando (MDB). Ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Morando consolidou sua pré-candidatura a deputado.
Essa posição estratégica o mantém distante dos desgastes jurídicos locais, permitindo-lhe focar na expansão de sua base eleitoral.
Historicamente, Manente e Morando polarizam os votos em São Bernardo do Campo. Contudo, neste momento, Morando larga em franca vantagem e avança sem obstáculos sobre o eleitorado local, enquanto Manente precisa gastar capital político e tempo precioso para reverter a decisão judicial e segurar o partido.







