Impulsionado por medicamentos como Wegovy e Mounjaro, setor cresceu cinco vezes em quatro anos; versões genéricas nacionais já provocam queda nos preços.
O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, registrou uma expansão recorde ao movimentar cerca de R$ 10 bilhões.
O montante representa um salto de cinco vezes em relação ao faturamento obtido no ano de 2021. No varejo farmacêutico, a participação desses remédios triplicou no período, subindo de 3% para 9%, com o volume de vendas saltando de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades.
Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento concentra-se nos produtos Mounjaro e Wegovy. Apesar do forte apelo comercial das marcas importadas, a recente entrada de versões genéricas nacionais no mercado já pressiona os valores para baixo, gerando uma redução média de 8% no preço da semaglutida nos primeiros cinco meses deste ano.
O avanço dessas terapias também começa a atingir o Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério da Saúde iniciou um projeto piloto em Porto Alegre para fornecer semaglutida a pacientes com obesidade grave.
O estudo acompanhará cerca de 250 pessoas por dois anos para avaliar a viabilidade econômica de expandir o tratamento na rede pública.







