Advogados contestam alegação de irregularidade e solicitam manutenção do regime humanitário
A defesa de Jair Bolsonaro manifestou-se neste sábado (27) contra a suspeita de “falta grave” na execução de sua pena.
O questionamento partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a apreensão de uma pistola Glock 9mm de propriedade do ex-presidente.
A arma foi retida pela Polícia Militar do Distrito Federal em um veículo conduzido por um militar responsável pela segurança de Bolsonaro.
Os advogados argumentam que o armamento possui registro regular e que nunca houve determinação judicial para sua entrega.
Em depoimento, o ex-presidente confirmou a propriedade do objeto e justificou sua manutenção na residência para a proteção familiar.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou que o STF aguarde a conclusão do inquérito policial, por não constatar, no atual estágio processual, descumprimento das condições cautelares.
Paralelamente, a defesa solicitou a prorrogação do regime domiciliar humanitário concedido a Bolsonaro por razões de saúde.
O prazo da medida, fixado inicialmente em 90 dias, expirou na última quinta-feira (25).
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente aguarda a deliberação do STF sobre a continuidade do benefício.







