A relação entre o atacante holandês Memphis Depay e a diretoria do Corinthians caminha para um desfecho nos tribunais. De acordo com informações apuradas e divulgadas pelo portal ge, o estafe do jogador decidiu acionar a Justiça para cobrar do clube paulista valores que podem alcançar aproximadamente R$ 180 milhões.
A ação decorre do recuo do clube na assinatura da renovação contratual por mais duas temporadas, ocorrida após o atleta já ter viajado ao Brasil para a realização de exames médicos.
Detalhamento dos valores cobrados
A quantia milionária pretendida pelos representantes do atleta divide-se em duas frentes:
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Dívida do contrato anterior (R$ 77 milhões): Inicialmente, Memphis aceitava fixar o débito em R$ 42 milhões sem a incidência de encargos. Contudo, com a quebra das negociações, o estafe decidiu cobrar o valor integral acumulado de premiações atrasadas, juros e multas.
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Valor do novo contrato (US$ 20 milhões / cerca de R$ 103 milhões): A equipe do atleta entende que há elementos jurídicos suficientes para exigir o pagamento integral das bases salariais do contrato ajustado com o presidente Osmar Stabile, embora o documento não tenha recebido a assinatura formal do dirigente.
Argumentação das partes
Segundo a apuração do ge, os advogados do jogador sustentam que a troca de minutas por aplicativos de mensagem e e-mail, somada à exposição pública do atleta em exames médicos e presenciais na Neo Química Arena, comprovam o princípio da “boa-fé” e a existência do acordo prévio.
Em contrapartida, o Corinthians está ciente da intenção de judicialização, mas alega estar juridicamente protegido e respaldado por ter optado por interromper o processo antes da formalização final do vínculo.
Nas redes sociais, Memphis Depay pronunciou-se sobre o imbróglio:
“Eu não queria essa situação e sempre respeitei o clube ao longo de todo o processo, mas agora sou forçado a reagir com firmeza para preservar meus interesses. Nos próximos dias, falarei publicamente, mas fiquem certos de que não deixarei esse comportamento inaceitável sem sanção”.





