Unicef estima que 1,8 milhão de pessoas foram afetadas pelos tremores e projeta custo de US$ 52 milhões para ações de emergência
Cerca de 680 mil crianças precisam de assistência humanitária na Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o norte do país na última semana.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a população afetada soma 1,8 milhão de pessoas. O cenário atual inclui hospitais operando acima da capacidade, desabastecimento de água potável e danos em 432 escolas apenas no Distrito Capital.
Para responder à crise, um carregamento de 20 toneladas com insumos médicos e de saneamento desembarcou em Valência no último sábado (27/6), e uma segunda remessa é aguardada para os próximos dias. Juntos, os envios devem assistir mais de 100 mil pessoas.
O órgão internacional projeta que serão necessários US$ 52 milhões para garantir a continuidade das ações emergenciais nas regiões afetadas.
Os abalos ocorreram na quarta-feira (24/6), com tremores sucessivos de magnitude 7,1 e 7,5 e epicentro próximo à cidade de Morón.
Pela baixa profundidade, os reflexos causaram estragos estruturais em Caracas e foram sentidos até na Colômbia.
Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para um raio de 300 quilômetros da costa, englobando Porto Rico, mas o risco de impactos maiores acabou descartado pelas autoridades.







