O estado de São Paulo fechou o primeiro semestre com indicadores positivos na segurança viária. De acordo com os dados mais recentes do Infosiga, plataforma de estatísticas gerida pelo Detran-SP, o território paulista registrou uma redução de 6% no número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito entre janeiro e junho, totalizando 2.869 óbitos contra 3.051 anotados no mesmo período do ano anterior.
O recuo foi ainda mais acentuado no recorte mensal de junho, que teve uma diminuição de 8,9% nas ocorrências fatais (472 mortes computadas frente às 518 registradas em junho de 2025). O volume total de sinistros nas ruas e rodovias paulistas acompanhou o cenário de queda, apresentando uma retração de 1,9% no acumulado dos primeiros seis meses do ano.
Recuo em todas as modalidades
O levantamento estatístico demonstrou que a redução da violência viária beneficiou todos os modais de transporte de forma simultânea durante o semestre:
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Automóveis: Registrou a queda mais expressiva em números absolutos no semestre, recuando 13,5% (de 620 para 536 mortes). No mês de junho, a queda isolada chegou a 18,9%.
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Bicicletas: Apresentou redução de 15% nas fatalidades no semestre (182 óbitos contra 214 em 2025).
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Motocicletas: Teve queda de 1,3% de janeiro a junho, somando 1.327 ocorrências fatais. O mês de junho registrou redução de 3,8% (de 234 para 225 óbitos).
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Pedestres: As mortes por atropelamento oscilaram levemente para baixo, com redução de 0,3% (662 registros contra 664 no ano anterior).
Panorama na Região Metropolitana
Os municípios que compõem a Grande São Paulo também acompanharam a tendência de arrefecimento dos índices. No mês de junho, a região registrou queda de 2,8% nas fatalidades (175 casos contra 180 em junho de 2025). No consolidado dos seis meses, a estabilidade predominou com leve decréscimo de 0,2%, somando 1.003 perdas de vidas.
Na análise específica por tipo de veículo na região metropolitana, o destaque de junho ficou por conta da expressiva diminuição de 57,1% nos óbitos de ciclistas (caindo de 7 para 3 casos) e a redução de 46,7% nas mortes de ocupantes de automóveis no comparativo direto mês a mês.






